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Nenhum rapper me representa! [Por Guilherme Junkes]

| 0 comentários | sexta-feira, 29 de novembro de 2013
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nenhum-rapper-me-representa

Quando o nome e as ideias de Marco Feliciano explodiram na mídia, as expressões mais comuns ligadas a ele eram de representação, com as pessoas, principalmente na Internet, dizendo se ele os representava ou não.

A partir daquele momento, a expressão tornou-se extremamente popular e utilizada para tantos outros assuntos. A ideia geral é que, se uma pessoa/instituição defende algo que você acredita, elx te representa; do contrário, não te representa.

Mesmo que na maioria dos casos essas frases sejam usadas de maneira simbólica para uma situação específica e apenas pelo “modismo da expressão”, há vezes que as pessoas realmente se sentem representadas por outras; muitas vezes sem nem usar a frase em questão.

Pra começar, nossa própria forma de governo, a democracia representativa, é inteiramente baseada nisso e é um grande problema, como já critiquei em outra publicação:

Nosso sistema permite que escolhamos quem irá nos representar, mas não nos dá a menor garantia de que as pessoas escolhidas irão realmente nos representar ou pelo menos cumprir o que prometeram. Pior do que isso, mesmo quando de fato quebram alguma lei (visto que quebrar uma promessa com eleitores não é digna de um processo), ínfimas vezes são acusados e em vezes que podemos contar nos dedos são punidos.

Mas, não irei tão longe. Manterei-me no RAP Brasileiro que a situação já é complicada o suficiente! Nossa cultura foi fundada pela contestação, pelo protesto, pelas opiniões fortes. Nossos artistas são conhecidos por não ficarem em cima do muro e por costumeiramente apresentarem uma linha de raciocínio muito diferente (embora o conceito de “diferente” seja completamente subjetivo, entendam “diferente do padrão da sociedade”).

Assim, através de letras e discursos fortes, muitos deles atraíram milhares (milhões) de seguidores. Nada que cause espanto. Afinal, se uma letra faz por você o que um pai/uma mãe não fez, como com certeza aconteceu e acontece na vida de muitos pelo Brasil, é completamente aceitável que uma relação de proximidade seja criada entre seu autor e o fã.

Entretanto, essa relação de proximidade pode causar enormes problemas quando a pessoa deixa de pensar e refletir por ela mesmo e acaba aceitando tudo que é dito pela outra; e aqui me refiro não só a fãs e ídolos, mas a leitores e autores, pais e filhos, mais velhos e mais novos, etc.

“Ah, mas isso é muito presunçoso. Quer dizer que não devemos aceitar o conhecimento dos outros e temos a verdade absoluta sobre todas as coisas?”. Sim e não. Não, porque a verdade absoluta sobre as coisas é inalcançável; a verdade se apresenta pra você como uma informação passada adiante que na melhor das hipóteses será apenas o ponto de vista de alguém confiável pra você, o que nunca será a verdade absoluta (mesmo se você estivesse no local e visse o acontecido, não seria a verdade absoluta, pois assim como seu coleguinha que passa a informação, você também tem sua cultura, seu conhecimento pessoal e todo o resto que faria você julgar o que viu da sua maneira).

E sim, porque ninguém melhor do que você mesmo pra lhe dizer o que pensar da vida; ninguém melhor do que você pra correr atrás das informações necessárias e chegar a sua própria conclusão.

Por isso, digo e repito: nenhum rapper me representa! Não por me achar mais inteligente que todos eles, não me entenda errado; acredito que todos devemos ser donos da nossa própria verdade, senão nos transformamos apenas em massa de manobra, seja pro sistema, seja pro rapper/filósofo/pensador/autor/político em questão.

Quando você abraça a pessoa do rapper e não a ideia que ele está passando, você se torna alguém manipulado por aquela pessoa; se ele resolver mudar de opinião amanhã, toda sua crença e sua filosofia de vida vai por água abaixo. Você se tornará extremamente dependente daquela pessoa!

Quando você abraça a ideia que uma letra de RAP te passa, não importa o que o rapper faça, a ideia ainda se mantém. “Ah, mas se o rapper se provar vendido no futuro, isso significa que tudo que ele escreveu é ‘vendido’, não?”. De forma alguma e esse é exatamente o meu ponto! As reflexões, instigações e as inspirações que uma letra de RAP me deram nunca poderão ser tiradas de mim, não importa o que aconteça; não importa se o rapper disser que ele tava mentindo, pois eu analisei a frase, pesquisei, procurei e, na minha percepção, já havia chegado à conclusão necessária, mesmo que eu não tenha tido toda visão do negócio (porque como eu disse, a verdade absoluta é inalcançável). Resumindo: todo dinheiro do mundo pode fazer um rapper dizer algo, mas não existe o suficiente pra tirar de mim o que uma letra de RAP me fez sentir.

Rappers, assim como professores, não podem te ensinar coisa alguma se você não quiser aprender. Conhecimento não pode ser passado, precisa ser adquirido. Rappers, assim como professores, só podem te inspirar a ir atrás das respostas, nunca te “ensinarem a resposta correta”. Até porque, mais uma vez, não existe a resposta correta, apenas a sua percepção do que é correto ou não.

Muitas pessoas atacam rappers por terem mudado sua forma de pensar, mudarem seu discurso, quando na verdade estas mesmas pessoas é que são culpadas por sua decepção. Foram elas que abraçaram a percepção da verdade de alguém como verdade absoluta, antes de criarem uma percepção própria. Quando o rapper mudou de opinião, o que pode acontecer quando uma nova informação é adquirida, essa pessoa ficou perdida e não sabia mais no que acreditar.

Por exemplo, se no futebol, ao ver um lance, o comentarista afirma com todas as forças que estava impedido. Fala e fala de novo. E no dia seguinte, diz que não estava, você vai achar isso errado e vai acusar toda sua contradição, certo? Entretanto, será que não é possível que ele tenha visto em uma nova câmera (recebido novas informações) e, com base naquilo, tenha mudado sua percepção do que é correto? Você preferiria que ele se mantivesse defendendo o que ele já sabia estar errado ou que assumisse o erro e tentasse corrigi-lo?

Não tem a ver com “não acredite nos outros”, tem mais a ver com “acredite mais em você mesmo”. Você tem dois olhos, duas orelhas, um cérebro e o alcance às informações como qualquer outro, não precisa aceitar outras percepções da verdade além da sua. Talvez, você chegue na mesma conclusão, mas chegará por um processo de conhecimento que lhe ajudará a absorver a informação e a utilizá-la em tantas outras situações.

Repense, reflita, revolucione.

Fonte: Vai Ser Rimando


Rappers Que Odeiam Livros e Músicas (Contra-Senso, Talvez) [Por: Soba L]

| 2 comentários | quarta-feira, 2 de maio de 2012
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odeio emprestar livros

Salvaterra, é um daqueles rappers gramaticalmente laminado, com um vocabulário e acervo literário fantástico, uma elevação no discurso com o DNA do Mundo, Nokas, Rage Sense, Mayanda, Jimmy P e Valete.

Um Mestre de Cerimónia, é um porta-voz, um orador e para que a sua mensagem seja eficaz é necessário trabalhar no seu discurso, trabalhar o vocabulário e a retórica. Esse acervo verbal e mental adquire-se nos livros e músicas. Um rapper tem de ser um leitor assíduo e um consumidor permanente de vários gêneros musicais. Ecletismo musical e literário para elevar o seu discurso.


Em Angola, temos muitos rappers que odeiam livros e músicas. Completamente limitados nesses dois campos, focando-se apenas no básico e elementar. Temos muitos rappers com dificuldades em articular um pensamento, uma ideia, um protesto, pensam mal, escrevem mal e consequentemente acabam por falar mal.

 
Tem muito a ver com o nível de escolaridade de muitos rappers. Em Angola, 60% dos rappers frequentam o ensino básico, 20% no ensino médio e outros 20% com formação superior, por isso temos essa falta de pedagogia nas nossas rimas , pela ausência de uma metodologia de ensino na hora da composição.


Se eu fosse um escritor normal terminaria aqui este pequeno texto, mas por ser paranormal, vou explicar o meu ponto…

Não existe uma relação de causa e efeito entre sucesso acadêmico e sucesso artístico, não existe um nexo de casualidade entre salas de aulas e palcos. Para um rapper, a escola é essencial mas não é o fundamental. Os rappers estudam nas ruas (filosofia da vida) e transmitem isso em forma de Street Knowledge, cultivando o seu gosto pelos livros e músicas de forma alternativa sem necessidade de um programa institucional. Com ruas dominadas por assuntos banais é inevitável termos rappers vulgares, as ruas fazem os rappers, não se trocam livros muito menos Cds de Kilapanga e Jazz nessas ruas.


Por isso temos ai esses putos todos a proclamarem-se “Reis do Underground” mas não saberem o que significa super-havit, balança comercial ou deficit orçamental, isso não se aprende apenas na escola, aprende-se também nas ruas mas só no momento em que os rappers decidem ser auto-didactas , pesquisando e investigando.

Para terminar, quero felicitar o Cfkappa pela dedicação ao liricismo, trabalhar versos e rimas como um verdadeiro poeta, ajudando os consumidores a crescer, aprendendo a falar e pensar.


Gosto muito de Rappers que saibam ler , escrever e falar…

 

Soba L


RAPPERS - A "Raça" Musical mais Mesquinha [Por Cfkappa]

| 1 comentários | sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
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Kappa

Se conseguiu chegar até a primeira frase sem julgar o título pelo conteúdo, ou me xingar antes mesmo de ler, então receba os meus sinceros cumprimentos. Você é um óptimo leitor e humano. Tem se dito por aí para não julgar o livro pela capa, então é isso aí, agradeço por ter seguido esse conselho, e prometo que explico o meu ponto de vista nos parágrafos que se seguem.

O Hip Hop (movimento onde encontramos o RAP inserido) sempre foi caracterizado por ser um estilo de intervenção, onde os artistas várias vezes exprimem o seu descontentamento perante uma variedade de coisas (sejam elas mais globais que afectam a humanidade, ou tão pessoal que afecte a si), e também exprimem alegrias. Sempre foi comum ver "rappers" em disputa verbal com outros "colegas de profissão", sendo umas mais violentas que outras, mas sempre existiu, e falando num contexto mais angolano, vimos casos como Kalibrados vs. Mc Morte, Army Squad vs. Kalibrados, Ikonoklasta vs. Raftag, MCK vs. SSP, Dji Tafinha vs. Kid MC, e enfim, só para mencionar alguns. Não importa há quanto tempo você ouve Hip Hop angolano, mas se o faz há no mínimo 1 ano, já deve ter pelo menos ouvir falar de algum deles. O que quero com isso dizer é que hoje em dia, os fazedores de Hip Hop têm saído dos factores "normais" que os levam a ter um impacto verbal entre si, para procurar vivamente por alguma coisa para ter "beef". Descodificando ainda mais o que pretendo dizer é que ultimamente os rappers têm se importado com coisas demais que não têm nada a ver consigo, só para ter o que falar nas músicas (se calhar), ou para ter uns pares de aplausos a mais. Cada vez mais os rappers têm assumido uma posição de protecção talvez quase patriótica, mas doentia para com o Hip Hop; Sendo assim, os tais defensores agem como aqueles pais que querem saber de tudo sobre o filho, com quem vai sair, porquê, privar disso e aquilo, e exagerar às vezes. Existem imensos factores com que os rappers deviam se preocupar menos (só para não dizer NÃO METER O BEDELHO MESMO) pois são coisas que não os afectam directamente, portanto não há motivos para se stressarem e fazer isso tema de música. Já foi novidade (e até engraçado) quando as primeiras pessoas cantaram sobre o fulano que mudou do Hip Hop para o Kuduro/Semba, do sicrano que vestiu calças que o apertam, do beltrano que fez ou deixou de fazer. As perguntas que eu faço são:

a) O facto de um artista mudar o estilo afecta directamente a vossa carreira? Na minha opinião só deve afectar no sentido de te proporcionar assunto para escrever.

b) Será que vale a pena te esperneares porque um artista mudou de ideais e agora é o que ele sempre criticou? Que impacto tem isso sobre ti?

c) Alguém o pediu opinião sobre o erro que alguém cometeu? Não acha que é um assunto que essa pessoa deve tratar com Deus e a sua consciência sem intermediários que nada têm a ver com o assunto?

Pois é, infelizmente temos nos tornado cada vez mais "mesquinhos", criticando assuntos cada vez menos relevantes, colocando os nossos dedos em assuntos que não nos afectam directamente nem mudam a nossa vida, e levando esses assuntos em músicas, quando podíamos muito bem ligar para o artista em questão e dizer: "Olá, tudo bom, não gostei das t-shirts que tens vestido ultimamente. Obrigado". Claro que para um bom entendedor, saberá que esse exemplo de frase foi propositado para fazer a menção sobre o que devíamos guardar só para nós e acabamos por desperdiçar 8 linhas a falar sobre. Acho que como rappers, devíamos nos preocupar com coisas mais relevantes, e se for irrelevante (uma vez que o Hip Hop é liberdade de expressão), que não precise ser um Bullying constante contra os outros fazedores de música.

Já inúmeras vezes presenciei discussões estilo Cristiano Ronaldo vs. Messi sobre o artista X, Y, Z que agora é chamado "falso" porque resolveu trocar de estilo musical. Acho que é das discussões mais populares nos dias de hoje, no mundo do Hip Hop angolano. Rappers são os únicos praticantes de música que simplesmente se sentem atordoados quando "um dos seus" pratica outros estilos musicais. Começa o alvoroço interminável. Aqui surge a pergunta: Será que é assim tão importante manter uma única identidade musical/artística?


E para o caso de Leonardo Da Vinci que tinha 1500 ofícios em vários ramos da arte? Deveríamos o ridicularizar também? Artistas "normais" de outros estilos costumam dar força ou se manter calados quando algo do género acontece.


Bruno M ficou kudurista. Houve algum beef do tipo: "Volta lá para o teu rap?". Puto Português canta Semba. Houveram beefs do tipo: "Abandonaste o Kuduro. Decida-te. És um falso" mas nós (rappers) somos os mais preocupados do mundo, que nos magoamos profundamente quando alguém varia as suas tendências musicais. Mais uma vez a pergunta: Será que é mesmo importante assumir um único estilo musical? No final do dia, quem vai enfrentar a vergonha de uma má escolha por mudar de estilo ou a glória pelo mesmo motivo não é o artista em questão? Ou somos nós?


Então, mais uma vez o meu apelo para nos preocuparmos apenas com o que é relevante e deixar as pessoas fazerem o que bem entenderem. Se fosse uma questão de preservar a "essência", não estaríamos a cantar em instrumentais Dirty South mas sim aqueles a estilo MC Hammer, Afrika Bambaata e Vanilla Ice.

Mais trabalho, menos fofoca.

 

Cfkappa


Aprenda a fazer Freestyle

| 3 comentários | terça-feira, 10 de janeiro de 2012
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logo_freestyle_small

Então você quer aprender a fazer freestyle? É fácil com a nossa técnica de dez passos. Você vai encontrar o guia completo de dicas abaixo, mais lições em jogos de palavras, punchlines, fluxo, batalhas e mais no livro "The Rapper's Handbook".

Fazer Freestyle é cuspir letras em cifras (ou sozinho) que você faz na hora. Enquanto você pode introduzir uma ou duas linhas que você escreveu na noite anterior, a maioria de seu fluxo deve ser improvisada e espontânea. Mantenha o seu freestyle engraçado, improvisado e criativo.

 

Passo 1 - Comece fácil

Não há necessidade de começar rimando "proferir palavras galácticas" com "Reflexo da capacidade sintáctica". Nem há necessidade de rimar mesmo. Simplesmente esqueça todo o resto e vai no ritmo. O ritmo pode ser simples, as palavras podem ser de um grau mais baixo, mas você ainda está freestyling, enquanto você inventa. "Esta foi a minha primeira estrofe de freestyle rap, que eu cuspi quando eu tinha 11 meses de idade:

(alterada para português, com mudança de palavras para rimar)

Eu sou engraçado,

Eu gosto de rebuçados,

Tocar minha barriga,

Não liga

 

Passo 2 - Continue fluindo

Você vai cometer erros. Você vai parecer estúpido. Faça dos seus primeiros versos de freestyle os seus versos mais estúpidos, apenas para tirá-los do caminho. Continue fluindo. Não consegue pensar em uma rima? Continue fluindo! Gagueja sobre as palavras? Continue fluindo. É inevitável que em algum momento algumas de suas linhas não rima, não fará sentido, ou que você inadvertidamente mande um "beef" para si mesmo. (Eu conhecia um jovem que acidentalmente se "beefava" o tempo todo, quando fazíamos freestyle.) Basta continuar fluindo. Se você cometer um erro, faça o seu melhor para incorporar o seu erro em suas próximas linhas como Eminem fez neste freestyle:

Eu tomo uma batida e loop-lo,

Eu tomo uma batida e choop-lo,

Choop isso? O que significa isso?

Eu não sei, mas eu tenho de gordura na calça jeans,

E eu já disse que,

Eu não sei onde minha cabeça está,

Outra técnica para usar quando você se encontra num beco sem saída é sacar um "enchimento" rápido. "Enchimentos" são apenas frases pequenas que você pode inserir ocasionalmente para dar-lhe mais tempo para pensar de uma linha forte. Cada emcee tem o seu próprio enchimento. Por exemplo, Eyedea diz "eu pego o microfone." Jin sempre diz, "Eu sou (desagradável) quando rimo." Costumo dizer: "You know what I'm saying?"

Tente achar um enchimento pequeno no qual você se sinta confortável usando. Eles vão salvá-lo de algumas pausas estranhas. A medida que você fica melhor, você pode confiar menos pesadamente em seus enchimentos.

Passo 3 - Rima em sua mente antes do tempo

Aqui está o maior truque para bater o freestyle: assim que você sabe que palavra você está indo para o final da linha 1, sua mente deve começar a correr para encontrar uma palavra que você pode usar no final da linha 2. Vamos supor que sua primeira linha é: "Eu sou mais frio do que uma geleira", Tão logo você percebe que você está indo terminar a linha com "Geleira", você deve imediatamente pensar em algo que rima com a palavra e poderá, eventualmente, estar relacionado com:

madeira

esteira

maneira

carteira

terceira

Escolha uma e depois tente fazer com que a segunda linha rime com aquela palavra. Vamos supor que você tenha escolhido "maneira", sua linha seguinte poderia ser:

Eu sou mais frio do que uma geleira,

Dizes ser quente, eu te arrefeço à minha maneira

Se você escolher "esteira", você poderia dizer:

Eu sou mais frio do que uma geleira,

Ponho rappers a correr como se eu fosse uma esteira

O verdadeiro truque de freestyle é ter a sua mente constantemente correndo à frente do que você está dizendo. Isto não é fácil, mas você vai ter efeitos mais rápidos com a prática.

 

Passo 4 - Escrever

Raps escritos irão ajudá-lo a fazer freestyle. Quando você escreve, rimas ficam incorporadas em sua cabeça, e você tem maior probabilidade de ser capaz de puxar essas rimas da mente durante um freestyle.

Para a maior parte, você nunca deve cuspir um verso pré-escrito muito tempo em uma cifra, mas certamente você pode usar as palavras de rimas e frases curtas que você trabalhou de antemão. Quando Proof rimou "Ewoks e Reeboks" em um freestyle, pode acreditar que ele já havia pensado naquelas rimas antes do tempo. Ele ainda está a fazer freestyle, mas ele está a usar rimas que ele já tinha trabalhado.

Sentar e escrever a cada dia vai melhorar seus freestyles. Ela irá expandir sua memória de palavras que rimam, e ele vai te dar experiência a trabalhar estas palavras em linhas inteligentes. Também é uma boa ideia para escrever algumas barras de duplo-sentido que você pode cuspir em um freestyle, no caso de você ficar muito preso. Coloque essas linhas em uma caixa mental de "Rimas de Segurança em caso de emergência" e quebra o vidro quando você precisar de ajuda. Isto não é trapaça, é ser astuto.

Quando você está escrevendo estas linhas para em "caso de emergência", as torne fortes e interessantes, mas não muito ridiculamente incríveis.

Você não quer que suas "rimas de emergência"sejam tão obviamente notadas. Tente escrever rimas, que geralmente correspondem ao seu nível de freestyle, mas que sejam espertas e inteligentes.

 

Passo 5 - Rime sobre coisas à sua volta

Esta é definitivamente a melhor maneira de provar ao público que você está realmente a fazer freestyle e não apenas a cuspir algo que você escreveu no seu quarto na noite anterior. É também uma enorme oportunidade para agradar ao público, porque é impressionante e faz todo mundo feliz de verdade. Rappe sobre coisas que você vê. Incorpore objectos, acções, pessoas, roupas, situações e sons em seu rap. Quando estou no chuveiro, eu vou rappando sobre o tipo de sabonete que estou usando:

Se esforçando para ficar limpo, talvez só um pouco,
Fazer meu Dove ficar sujo, oh, agora eu o chamo de pombo

Em um concurso de batalha, isso é crucial. Você tem de cuspir coisas específicas sobre o seu adversário. Estes são os golpes mais difíceis de bater. Tomar exemplo das linhas de abertura de Iron Solomon contra o Saurus em uma batalha nas ruas de Nova Iorque. Ele olha seu oponente para cima e para baixo, vê que ele está vestindo shorts, e depois cospe:

Talvez você deveria ter vindo aqui de uma forma melhor vestida
Ou pelo menos algumas calças compridas,
Você deveria ter verificado o canal do tempo.

Um dos reis do freestyle é um rapper da Carolina do Norte chamado Spectac, que pode cuspir uma rima em cima da sua cabeça que parece que foi pré-escrita. Eu ouvi Spectac em freestyle por 40 minutos em linha recta sobre várias batidas, e eu o vi em acção em um show, quando colocou um miúdo para passear pelo público apontando para diversas coisas e Spec criava rimas sobre elas. Perguntei Spectac o que é preciso para um bom freestyle. Aqui está o que ele me disse:

"Honestamente, antes de tudo, você tem que ter um amor para a música e não apenas o gênero hip-hop. Você tem que amar o instrumental. Uma vez que você tem a paixão por ela, qualquer pessoa pode desenvolver a habilidade de freestyle. Tudo se resume a quanto tempo você está disposto a investir na prática que parte da arte. Quando estou freestyling, estou pensando no futuro. Eu definitivamente estou pensando no futuro. Ao mesmo tempo, tento não ficar muito longe de mim mesmo. Você tenta se divertir com a multidão. Desfrute das punchlines, mas mantenha-se focado no facto de que a festa ainda não acabou "

 

Passo 6 - Inclua metáforas

Metáforas e analogias são uma parte avançada, mas importante do rap freestyle. Elas são frequentemente encontradas nas linhas mais engraçadas e inteligentes de um rapper, e elas realmente diferenciam principiantes de emcees qualificados. Um rapper como Lil Wayne, baseia boa parte dos versos em comparações e metáforas. Ele, por exemplo, é o tal que está contando (dinheiro) durante todo o dia "como um relógio na parede." Ele não só solta muitas comparações, mas também manda comparações inteligentes, e originais. Então, faça como ele. Não basta dizer "Afiado como uma faca", diz-lhes:

Estou afiado como a espada de um Samurai ...

Estou afiado que nem conversa de damas...

Metáforas e analogias são realmente a espinha dorsal de um rapper avançado. Aprenda a usar metáforas correctamente. Suas rimas não serão apenas mais engraçadas e inteligentes, elas vão soar muito melhor.

 

Passo 7 - Referencie eventos actuais

Tão bom como referenciar algo próximo, também é óptimo referenciar algo actual. Digamos, por exemplo, que você está em uma cifra,em freestyle com alguns dos seus amigos, você lembra de no dia anterior ter lido que a Star Jones recentemente perdeu 200 quilos. Como seria forte se você lançar em suas rimas:

Você é grande agora, mas prestes a ser cortadinho,

Mais rápido do que Star Jones perdendo 200 quilos

Recentemente ouvi um emcee fazendo referência ao aumento dos preços do gás:

Rápido? Filho, isso não é fast

Estou subindo mais rápido do que o preço do gás

Se é relacionado a desportos, política, música ou celebridades, se é notícia, faça referência. Como Wordsworth me disse recentemente: "Eu apenas tento pensar no que é importante para as pessoas em minha volta e tento falar sobre isso."

 

Passo 8 - Passar o microfone como se fosse contagioso

Rappe em cifras - grupos de dois ou mais rappers, uns contra os outros jogando versos. Esta é uma óptima maneira de melhorar, e é definitivamente divertido. Um de seus amigos pode bater o beat, você pode jogar uma batida no som, você pode procurar no youtube por um instrumental de sua música favorita, ou apenas de estilo livre sobre nada. Façam vezes, cortem sempre que quiser ou quando alguém "passa-lhe o microfone." (Você provavelmente não terá um microfone real). Nunca deixe cair o microfone invisível! Agarre e passe-o.

Trabalhe nas rimas de outras pessoas. Se eles "dropparem" qualquer coisa sobre a Bíblia, pegue esse tema e continue com ele. Tente se manter em temas semelhantes, ou mude temas de forma criativa. Expanda ou referencie as linhas dos outros. Quando eu e meus amigos ciframos, nós gostamos de rimar sobre coisas aleatórias que todos nós conhecemos, como nossas vidas pessoais.

eu:

Não tenho namorada, e as meninas são boas para sua saúde,

Sabe o que eu quero dizer? Uh, pelo menos, eu próprio me cuido,

Você me vê aqui, puto, eu rimo loucamente,

Meu trabalho era ler para uma senhora rica cega… Altamente

Zach:

Você rima loucamente e às vezes rima preguiçoso,

Mas eu amo este rap game, porque rimar é meu bebê precioso,

Visualmente, liricamente eu sou conhecido como um mistério,

Vocês não poderiam mesmo ver-me em HDTV caseiro,

É sempre bom pegar o esquema de rimas da pessoa antes de você. Em um freestyle muito grande entre rappers de Brooklyn, Mos Def e Talib Kweli (quando eles ainda estavam juntos, como Blackstar), Mos Def termina seu primeiro verso perguntando Kweli se ele está com "aquilo". Kweli responde: "Eu estou sempre com aquilo..." Mais tarde Kweli cospe rimas sobre alguns emcees que pareciam fracos, então ele passa o microfone para Mos que continua a rima, dizendo que eles sempre vão parecer fracos "parece a forma como se vestem." Estes são os melhores freestyles: raps que se conectam com os sons, rimas e temas de rappers ao teu redor.

 

Passo 9. Quando você está em uma cifra, pense no futuro

Uma das grandes coisas sobre o rap em cifras é que, depois de cuspir uma estrofe, você entra numa pausa antes de cuspir novamente. Esta ruptura é o seu melhor amigo. É durante esta pausa que você estará ouvindo e respondendo aos versos dos seus amigos. Mas você também vai estar planeando o seu próximo verso.

Sempre que estou em uma cifra, eu nunca gostaria de voltar ao microfone até que eu tenha composto 4-6 linhas de qualidade na minha cabeça. Para ser mais impressionante, estas linhas serão sobre as coisas ao seu redor, ou elas vão ser sobre algo que seu amigo disse em seu verso. Vamos dizer que seu amigo está vestindo uma camisa que tem Daffy Duck nele. Enquanto ele está cuspindo, você pode escrever uma linha como esta:

Eu sei que você teve um ano difícil e teve alguma sorte de baixa qualidade,

Mas por que você tem que vestir uma camisa com Daffy Duck?

Isso não é uma linha incrível, mas eu garanto que em uma cifra de pessoas vão enlouquecer sobre isso. (Certifique-se de apontar em sua camisa quando você disser isso). Eu sempre tento pensar em duas ou três dessas parelhas antes de eu cuspir novamente.

 

Passo 10. Ouça e pratique

Fazer freestyle, assim como esculpir ou fotografar três pontos, leva uma quantidade insana de prática. Pratique, tanto quanto você puder. Faça freestyle com moradores de rua, com seus amigos, e com sua família. Ouça rappers que façam freestyle e tentem analisar os seus estilos. Rappe o tempo todo; Pratique dia e noite. Prática pode não deixar perfeito, mas faz muito bem.

 

Este texto foi extraído do site www.flocabulary.com e traduzido para português por Cfkappa para o LusoHipHop.

All credits reserved to the author, Emcee Escher, esq., whose text has been used for the only purpose of informing people who do not speak fluent english. No self-commercial or self-advertising were taken advantage from the text.


 

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